
Escrever e pensar sobre a infância me remete não apenas uma nostalgia de tempo, mas tudo o que reflete cada espaço e aprendizado que cada uma das crianças tem e todos os adultos que obviamente foram crianças tivemos.
A lembrança da infância deveria (para muitos não é, infelizmente) um respiro. São as memórias de boas brincadeiras, amor dos responsáveis, a comida gostosa de quem se ama, um recreio na escola que se torna mundos inteiros, filmes na sala de casa e tantas aventuras.
Ter uma infância feliz é um privilégio que nem todos tiveram por conta de abusos físicos, psicológicos e sexuais. Algumas dessas crianças cresceram e se tornaram adultos com seus traumas e desaborres.
O mundo não mudou em relação a isso, o número de crianças que sofrem abusos não diminuiu significativamente, não é como se o ano virasse e de repente apenas uma porcentagem menor sofresse, mas pouco importa essa porcentagem aumentar ou diminuir, se uma já sofre, já é o bastante para quem vive na pele e na mente.
Os dados são importantes para saber os números, os dados, tudo o que envolve a luta por justiça para aqueles que precisam da justiça, ainda tão falha aqui no Brasil.
Escrever sobre como é obvio que toda a criança precisam ter seus direitos não são tão obvio quanto analisamos que a vida também tem seus contos de fadas da realidade, mas sem a parte de castelos iluminados, fadas madrinhas e pássaros afinados pela manhã, nesse conto de fada da realidade, os vilões são ainda piores, deixam marcas ainda mais profundas.
Para denunciar uma criança desaparecida ou vítima de abuso, disque 100.
Observar crianças brincando, escolhendo seus desenhos animados favoritos e experimentando o melhor que a vida tem na infância é entender o quanto há privilégios que talvez muitos não reconheçam e não saibam. Alguns, o dinheiro compra, mas o carinho, o amor e o respeito não têm preço.
Atenciosamente,
Lannielle A. Sousa
Jornalista.





















